Estado fará obras para conter cheias Em Julho deste ano

As obras para atenuar os efeitos de cheias dos rios Pomba e Muriaé, localizados no Norte e Noroeste fluminense, começam em julho próximo e irão atender cerca de 200 mil moradores e trabalhadores dos municípios de Italva, Laje de Muriaé, Santo Antônio de Pádua, Cardoso Moreira e Itaperuna. O anúncio foi feito na sexta-feira (02) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho.

— Essas obras tem caráter de urgência. A cada verão a população dessas cidades fica sobressaltada com a possibilidade de novas enchentes. Por isso, não podemos esperar a chegada do próximo período de chuvas para mais uma vez contar os números de desabrigados, feridos e mortos.  Trata-se de proteção das vidas  das pessoas — afirmou o secretário.

As intervenções, que receberão investimentos de aproximadamente R$ 653 milhões, com recursos do Governo do Estado do Rio, abrangem a construção de duas barragens e dois extravasores, além de obras de derrocamento (retirada de pedras) e de desassoreamento (retirada de areia, lama), drenagem e urbanização.

Serão construídas duas barragens para o controle de cheias e dois extravasores no rio Muriaé, antes das cidades de Laje do Muriaé e de Itaperuna. Também serão executadas obras de derrocamento e desassoreamento, drenagem e urbanização ao longo do leito dos rios Muriaé e Pomba dentro dos limites urbanos.

As barragens e os extravasores têm por finalidade desviar, em momentos de fortes chuvas, as águas excedentes do rio Muriaé – que corta as cidades de Laje do Muriaé, Ital-va, Cardoso Moreira e Itaperuna – para fora dos seus limites urbanos. As águas excedentes serão desviadas para um canal, retornando para o leito do rio em trecho após as cidades.

Segundo Carlos Portinho, os moradores de Italva, Cardoso Moreira e Santo Antônio de Pádua começarão a sentir os efeitos das intervenções já no verão 2015. “É com satisfação que faço esse anúncio hoje, mas, com certeza, a maior alegria será quando as obras fo-rem concluídas e os moradores dessas regiões puderem dormir tranquilos, sem medo das enchentes. Esse é compromisso do Governo do Estado e não faltaremos”, ressaltou.

As chuvas de 2012 deixaram 19 mortos, mais de 12 mil desalojados e 3.340 desabrigados. Além do impacto social, as enchentes causam grandes prejuízos à economia.

Fonte: Folha da manha

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