Moradores de Palmares sofrem com a precariedade da ponte, único acesso à Cardoso Moreira


O único e principal acesso que os cerca de 500 moradores da localidade de Palmares, área rural de Campos, tem para chegar ao município de Cardoso Moreira, no Noroeste, não recebe intervenções do poder público municipal e se encontra em total abandono. Há pelo menos oito anos a ponte de madeira (que deveria ser apenas um improviso) sobre o Córrego da Onça não vê reparos. Até mesmo a obra, orçada em R$933.426,26, não chegou nem a sair do papel.

Cansados de esperar pela prefeitura e preocupados com a precariedade da ponte, no final do ano passado, após um carro ficar com as rodas presas num dos vãos de madeira, moradores fizeram um mutirão e, com muito esforço, consertaram pelo menos as tábuas que estavam soltas.

“A situação é bem complicada. Chega a ser ridículo a população ter de fazer aquilo que deveria ser feito pelo poder público. Tem placa para construção da obra, mas até hoje ninguém fez nada”, desabafou o comerciante Humberto Chaves Diaz que morou durante 30 anos em Palmares, mas que hoje reside em Cardoso Moreira.

Humberto disse que há uns 15 anos havia uma ponte de ferro que por causa de uma enchente, acabou ficando deteriorada. Para tentar resolver o problema, a prefeitura construiu uma ponte de madeira por cima da já existente, alegando, à época, que a ponte seria apenas um improviso até que a obra fosse concluída. Acontece que, o que era para ser algo temporário, permanece até hoje.

Para completar, a situação ficou pior depois que um grupo de moradores, revoltado com a precariedade da ponte, teria ateado fogo na mesma, na tentativa de sensibilizar o governo, o que de fato não aconteceu.

“Não é a primeira vez que ela (ponte) fica nesse estado deplorável. Os moradores já mandaram ofício para prefeitura e secretaria de Obras, Infraestrutura e Urbanismo solicitando reparos na ponte, mas até hoje nem reparos, tampouco a obra foi feita. Vai precisar acontecer uma tragédia para tomarem alguma previdência?”, questionou o comerciante.

Situações de acidentes não são os principais problemas que a população tem de conviver. A ponte, mesmo nessas condições, é o único acesso que os moradores têm para chegar a Cardoso Moreira. Outro caminho, segundo Humberto, seria fazer uma volta em Murundu, passando por Vila Nova, São Joaquim e aí sim chegar ao município do Noroeste.

“A ponte é importante para a população fazer compras e, principalmente, para os que trabalham e estudam em Cardoso”, pontuou o comerciante.


Fonte: Ururau

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