Cardoso Moreira será executado por fuzilamento Hoje

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A Indonésia vai executar no domingo (18) o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, condenado por tráfico de drogas.

A informação é daa organização não governamental (ONG) Human Rights Watch.
Ele está preso desde 2003.

“O governo indonésio está preparando um pelotão de fuzilamento” para executar Moreira e cinco outros prisoneiros condenados à morte por tráfico de droga,  disse a organização.

De acordo com a ONG, a defesa de Moreira disse que o governo indonésio negou as solicitações do governo brasileiro para extraditar o preso, para que possa cumprir a sua pena de prisão no Brasil.
O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e peritos da ONU já expressaram preocupação pela aplicação da pena de morte em um caso de tráfico de droga, segundo a Human Rights Watch.
O presidente indonésio Joko Widodo apoia a pena de morte para os traficantes de droga e negou clemência para os prisioneiros, considerando que os traficantes destroem “o futuro da nação”.

Em 2013, o governo indonésio acabou com uma moratória não oficial da pena de morte que durou quatro anos.

No mesmo ano, as autoridades indonésias executaram um cidadão do Malaui acusado de entrar com um quilo de heroína na Indonésia.

A organização de defesa dos direitos humanos qualifica de odiosa a aplicação da pena de morte pelo governo indonésio e apela ao presidente para aboli-la no país.

Anistia quer evitar execução de condenados

A Anistia Internacional pediu hoje (16) ao governo da Indonésia o adiamento da execução da pena de morte de seis pessoas consideradas culpadas por tráfico de droga. O cumprimento da sentença está previsto para domingo (18).

“As execuções devem ser suspensas imediatamente. A pena de morte é uma violação dos direitos humanos”, disse Rupert Abbott, diretor de Investigação da Anistia Internacional para o Sudeste Asiático e Pacífico, em comunicado.

Um dos presos tem nacionalidade indonésia e cinco são estrangeiros: o brasileiro Marco Archer, um holandês, dois nigerianos e um vietnamita.

Apesar de as autoridades indonésias não terem executado nenhum condenado em 2014, para este ano estão previstas 20 execuções de prisioneiros por fuzilamento.


As leis da Indonésia contra os crimes de droga estão entre as mais duras do mundo.

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