Vereadores de São Fidélis aprovam CPI


A Câmara de São Fidélis aprovou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes na prefeitura do município. De acordo com vereadores, a intenção do Legislativo é apurar uma denúncia que envolve autoridades em uma ação cautelar, que vazou em São Fidélis. Trata-se da ação que aconteceu de forma sigilosa a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, como parte de uma investigação de supostas fraudes em licitações do programa “Somando Forças”. A ação também rendeu uma operação da Polícia Federal, ocorrida em agosto.

Segundo o vereador Ricardo Barreto (PP), a denúncia partiu de um morador do município. “Como a denúncia era grave, tivemos que fazer alguma coisa para averiguar. Na próxima segunda-feira será feito um sorteio para definir quem irá presidir a CPI e também quem será o relator. A denúncia traz nomes de envolvidos em esquema de fraude, super-faturamento em obras, que já são investigados pela Polícia Federal”, explicou.

A abertura da CPI foi aprovada por nove, dos dez vereadores que estiveram presentes na sessão da última quarta-feira. O único que se absteve da votação foi o vereador Betinho Fratani (PMDB), irmão do prefeito de São Fidélis, Luiz Fenemê (PMDB).

A equipe de reportagem entrou em contato com o prefeito, mas nenhuma ligação foi atendida. As últimas ligações foram feitas entre as 18h e 19h, desta sexta-feira (26).

A operação da PF aconteceu no dia 28 de agosto, quando mais de 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Fidélis e mais outros municípios da região Norte Fluminense, além do Rio de Janeiro, onde policiais estiveram na casa do deputado federal Washington Reis (PMDB), candidato à reeleição.

Em São Fidélis, policiais federais teriam apreendidos computadores e documentos no escritório de uma construtora e na casa de um empresário, que fica no Centro do município. Um carro que seria do proprietário da residência e do estabelecimento também foi aprendido com materiais do deputado Washington. O empresário chegou a ir à delegacia da PF, em Campos, e foi liberado junto com o carro.
Na ocasião, a assessoria da Secretaria Estadual de Obras (Seobras) informou que todo processo licitatório, inclusive a assinatura do contrato e a fiscalização das obras do “Somando Forças”, é de responsabilidade exclusiva das administrações municipais, que executam tais tarefas com as suas próprias equipes técnicas.

No entanto, “a Seobras aguardará a conclusão das investigações para tomar a medida mais adequada, caso seja comprovada qualquer irregularidade”, dizia a nota.
Fonte: Folha da Manhã

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