Pecuaristas de Italva aprendem técnicas de inseminação artificial


A inseminação artificial promove melhoramento genético a baixo custo, pois as doses de sêmen podem ser encontradas no mercado a partir de R$ 20. Outro ponto positivo é a padronização do rebanho. “Os touros superiores geram vacas especializadas. Com a procriação delas, teremos lotes de animais com perfil zootécnico muito semelhante”, detalha o supervisor do escritório da Emater-Rio em Italva, Carlos Marconi.
Durante três dias, os 17 produtores tiveram aulas teóricas e práticas. O curso, ministrado pelo pesquisador da Pesagro-Rio, Pedro Afonso Alves, se baseou no padrão estabelecido pela ASBIA, que possui regras para manuseio do sêmen e manejo dos animais.

Dezessete pecuaristas participaram esta semana de um curso de inseminação artificial na Fazenda Experimental em Italva, no Noroeste Fluminense. O objetivo é aumentar a produção de leite, que é o grande desafio dos produtores.

Para eles a dificuldade da produção é ligada a obstáculos competitivos como o tamanho da propriedade, que geralmente é limitado; a seca, que diminui a quantidade de alimentação; e o baixo desempenho do gado doméstico, reproduzido de forma espontânea.

De acordo com o programa estadual Rio Rural, responsável pelo curso, a inseminação artificial promove o melhoramento genético do rebanho, já que as vacas recebem sêmen de touros de raças com alto desempenho produtivo, geralmente europeias.

“Com uma boa genética, as vacas têm uma conversão melhor, pois conseguem transformar o alimento em leite com maior facilidade. Resumindo: produzem mais”, explica Wagner Nunes, técnico da Emater-Rio.

O melhoramento genético é tão importante para a produção leiteira que 11% dos pecuaristas nacionais já investem em inseminação artificial, de acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artifical (ASBIA).

Campo como sala de aula


O trabalho de inseminação artificial é feito em dupla. O ajudante é responsável pela separação do material genético, enquanto o inseminador é quem aplica o sêmen no útero da vaca por meio de uma pipeta (pequeno cano).

“No início é complicado adotar a técnica, mas com a repetição aqui no curso, fica mais fácil”, comenta Patrícia Abelha, que ajuda o marido a cuidar de um curral com 35 vacas. “Planejamos diminuir a quantidade do rebanho, mas produzir mais leite. Isso só será possível com a inseminação”, completa.

De acordo com Alves, um dos pontos fundamentais para o sucesso da inseminação é a identificação do cio. São apenas 12 horas em que a vaca está preparada para receber o material genético. É preciso que o insemidor esteja atento aos sinais físicos como cauda erguida e falta de apetite.

Vantagens da inseminação


De acordo com o programa, no processo de reprodução natural, a vaca pode ser contaminada por doenças transmitidas por um touro e vice-versa. Some-se a isso o aumento de descendentes de um reprodutor de boa procedência. Pelo método natural, um touro pode gerar até 400 filhotes. Com a inseminação, o número chega a 100 mil.

Fonte: G1

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